As artes que vem do mar

ATENÇÃO!

PROJETO PREMIADO

MinC Institucional deitado

SELECIONADO PELO FUNDO NACIONAL DE CULTURA - EDITAL DE DEMANDA ESPONTÂNEA 2012 – PARA EXECUÇÃO EM 2013. MAS A EMPERRADÍSSIMA MÁQUINA BUROCRÁTICA E A CRISE ATUAL EMPURRARAM O PROJETO PARA 2014 E AGORA PARA 2015.

PRECISAMOS DO APOIO DE TODOS PARA QUE ESSE PROJETO FINALMENTE GANHE VIDA.

 

MAIS UMA VITÓRIA DA AÇÃO ANIMATÓGRAPHO!

 

Capa projeto AS ARTES QUE VEM DO MAR 2013

 

RESUMO DA PROPOSTA

A cultura do caiçara – povo tradicional do litoral brasileiro – sofreu, ao longo do século 20, um processo gradativo de destruição, que se intensificou nos últimos anos devido a diversas causas, entre elas o avanço da globalização audiovisual e a influência das seitas religiosas, ambos interferindo dramaticamente nos costumes ancestrais das pessoas. A partir de Arraial do Cabo, com o concurso de jovens caiçaras, a caravana As Artes que Vem do Mar vai percorrer oito cidades do litoral do Rio de Janeiro e São Paulo promovendo oficinas, exibindo filmes, fotografias e iconografia étnicos e temáticos, realizando debates e palestras e produzindo um livro-álbum fotográfico sobre o projeto e sobre o acervo amealhado.

Pretende-se com isso gerar um modelo de ação cultural caiçara. Através da apropriação das mídias e formatos contemporâneos, o jovem caiçara será chamado a compreender e produzir imagens e textos, interagindo na web e despertando as suas comunidades para a importância de suas origens e estimulando na população o sentimento de pertencimento a uma herança social e cultural.

 

changri-la Herdeiro da tragédia changri-la lembranças changri-la MARIA DE LOURDES e NILÇA  pequeno changri-la fotos 124 PEQ Praia dos Anjos - Princeza

JUSTIFICATIVAS

O rico patrimônio imaterial da cultura caiçara sofreu, ao longo da segunda metade do século 20, um processo gradativo de deformação, que se intensificou nos últimos anos, devido ao avanço da globalização audiovisual e da influência crescente das seitas religiosas exóticas às comunidades litorâneas do sudeste brasileiro.

O centro de nossa pesquisa e área de atuação é Arraial do Cabo, pequena cidade no litoral do Rio de Janeiro onde a pesca artesanal ainda exprime grande força, um entre três centros de pesca artesanal do litoral brasileiro.

A pesca artesanal tem todo um arcabouço cultural que se perde no tempo e na história, tais como o modo de arrastar, os modos de tecer e alinhavar a rede, as danças, o fandango, os cantos, as ladainhas e preces, a culinária e principalmente o modo de construir a canoa. Todo um mundo moldado pelo mar.

Em muitas comunidades, como em Arraial, se desconhece o termo "caiçara" como identidade sociocultural, preferindo-se de maneira geral o termo "bugre", quase sempre de forma pejorativa. Neste contexto, é patente o desconforto cultural e social do jovem caiçara em se colocar culturalmente como filho de pescadores e de se referenciar à herança cultural de seus pais e avós, que vai além da atividade econômica.

É claro que o menino caiçara em Arraial do Cabo, hoje, está envolvido pelo mundo midiático e os apelos da modernidade, seja pelo celular ou outros aparatos mais modernos com tudo o que se pode ter com essas novas mídias, seja pela batida funk dos morros cariocas. Os apelos que os meios de comunicação trazem têm força suficiente para afastá-lo deste mundo atávico e muito duro que é o mundo de seus pais e avós, que exige força física e coragem e muitas vezes não traz o retorno financeiro desejável.

As meninas caiçaras de Arraial, hoje, com a evolução social, em sua maioria, não irão e não precisam necessariamente seguir os passos das mães e tias e ficar na praia a mirar o horizonte atlântico a esperar por seus homens e filhos. Elas querem mais. Elas podem mais.

O projeto As Artes que Vem do Mar não tem a pretensão de reverter um quadro posto, mas sim fazer o jovem também se voltar para trás, para o seu igual. Fazê-lo questionar quem é, de onde veio e como essa história e essa cultura são importantes não só para ele, mas para sua cidade, para o Brasil, para a formação de nossa sociedade, nosso jeito de ser e pensar.

FOTO 03 FOTO 14 Pontal 1932 Linha do Trem Pontal 1932 pretrobranco FOTO 16

 

PÚBLICO ALVO

• Nas oficinas de formação em Arraial do Cabo e cidades do circuito: jovens de 15 a 24 anos.

• Nas colônias de comunidades pesqueiras: pescadores e suas famílias.

• Nas exibições em praças públicas (quando isto for viável): todas as faixas etárias, todas as classes sociais e turistas em visita às cidades.

• Em escolas públicas: estudantes desde a pré-escola até o ensino médio, pais e professores.

 

Porto - pier 1 changri-la equipe na Praia dos Anjos

 

ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA: ONDE E POR QUÊ

ARRAIAL DO CABO, RJ (Praia dos Anjos)

CABO FRIO, RJ (Praia do Forte)

NITERÓI, RJ (Itaipu)

CASIMIRO DE ABREU, RJ (Barra de São João)

CAMPOS DOS GOITACAZES, RJ (Farol de São Tomé)

PARATY, RJ (Trindade)

UBATUBA, SP (Praia Grande)

SÃO SEBASTIÃO, SP 

Importante faixa litorânea que corresponde ao "centro" geográfico da população caiçara no sudeste brasileiro. É uma faixa de território litorâneo densamente povoada, pois inclui Campos, no norte fluminense, e a capital Rio de Janeiro, para uma melhor divulgação das ações na mídia. Outra justificativa importante é que o trecho entre Angra dos Reis e São Sebastião é de “invasão sócio-cultural” recente, datando dos anos 1970 quando da abertura da rodovia Rio-Santos. Algumas populações desta área ainda vivem como seus antepassados do século 19.

 

SOBRE O FILME AS ARTES QUE VEM DO MAR

O filme fala sobre a implantação da escola paisagista brasileira no século 19, através do trabalho pioneiro do pintor alemão Georg Grimm; de seu maior expoente, o brasileiro Antônio Parreiras e das inquietações do jovem artista de hoje com a arte de hoje e de ontem. O documentário tem 41 minutos de duração.

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SOBRE O FILME O DESTINO DO CHANGRI-LÁ

Em 4 de julho de 1943 o pesqueiro Changri-lá deixa o porto de Arraial do Cabo com dez pescadores e desaparece. Quase 60 anos de sofrimento já haviam se passado quando um historiador autodidata, Elísio Gomes, prova ao Tribunal Marítimo que o pesqueiro Changri-lá fora afundado pelo submarino alemão U-199, provocando o desaparecimento dos dez caiçaras. A dor, o vazio dos parentes e amigos, a luta pelo conhecimento da verdade e a exploração arqueológica da cultura caiçara uma herança musical, religiosa e econômica pressionada pelo liquidificador da cultura globalizada, são o foco deste documentário de 52 minutos. 

Apúlio Vieira de Aguiar 1943 Ataque2 ao U199 Festa do U-199 Oficiais na festa de comissionamento do U-1 Submarino alemão da mesma classe U-199 Zacarias da Costa Marques aos 15 Ataque a submarino alemão  Hans Werner Kraus2